Arganil

Alguns autores mencionam que Arganil foi fundada pelos romanos, e outros citam os lusitanos. Na Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira encontramos “A tradição diz ter sido Arganil cidade romana que se teria chamado Argos, querendo alguns autores que fosse a Aussasia dos antigos lusitanos. Que a vila existia no começo da monarquia lusitana é facto averiguado, pois no ano de 1160 da era de César foi ela doada à Sé de Coimbra pela rainha D. Tereza, mãe de D. Afonso Henriques existindo já no seu termo o Mosteiro de S. Pedro de Folques.”

Os vestígios mais antigos da história do concelho de arganil situam-se na Lomba do canho e Dolmem dos Moinhos de Vento, bem perto da vila de Arganil. Pela cronologia da sua construção e ocupação, centrada nos segundo e terceiro quartéis do século I a.C., bem antes da criação da província da Lusitânia, a instalação militar corresponde a uma fase de apropriação do território pelos romanos. Não já aos primórdios da conquista e submissão das populações locais, mas a um segundo momento de controle e exploração de recursos, sob a vigilância de uma guarnição militar.

Também em Coja é possível descortinar alguma ocupação em épocas mais antigas. As riquezas auríferas do rio Alva e da Ribeira da Mata, de cuja exploração desde tempos antigos se reconhecem múltiplos testemunhos nas suas margens, terão sido um fator de atração de gentes para esta região, situada num ponto nodal da rede viária.

Não são muitos, nem muito significativos os vestígios da época romana que se encontraram em Coja. Aqueles que se conhecem, sobretudo localizados junto à via que vinda de Coimbra (Aeminium) passava por Lomba do Canho, Qta. do Mosteiro, Lomba dos Palheiros (Vale Moleiro), Vale de Carro, Sra. da Ribeira, Coja, franqueava o Rio Alva, em Coja e rumaria a Norte para a Bobadela e/ou a Nordeste na direção do Castro de S. Romão (Seia), parecem corresponder a edificações relacionadas com a exploração dos recursos auríferos no Rio Alva.

 

A Sé de Coimbra possuía o senhorio de Arganil. Em 1114 o Bispo D. Gonçalo deu Foral aos seus habitantes. Dividia-se a população em jugadeiros e cavaleiros vilãos. Especificavam-se os direitos de caça, a parada ou colheita, e o serviço de caminheiros, não esquecendo de declarar que os cavaleiros vilãos ficavam isentos de jugada. Determinava–se a natureza que adquiriam os prédios passando da mão dos peões para a dos cavaleiros –vilãos, bem como as condições necessárias para qualquer ser incluído nessa categoria. Em todo o foral, porém, não há uma única circunstância que revele a existência em arganil, de magistraturas próprias e sem uma por adição, feita nesse diploma depois de expedido, ele não passaria de um simples contrato civil. Esta adição, redigida em nome dos colonos, é a seguinte: «além de tudo, acrescentamos um sexteiro acada boi para que nos não pusessem ninguém por alcaide senão a nosso contento».

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