Caldas da Rainha

Caldas da Rainha, assim baptizada por honra à Rainha D. Leonor, tem o início da sua história no ano de 1484.
Aquando a morte de D. Afonso V, Ao deslocar-se de Óbidos para Batalha, local onde iriam ser realizadas as cerimónias fúnebres do rei, D. Leonor, esposa de D. João II de Portugal, e a sua corte passaram por um grupo de pessoas do povo que se banhavam em águas enlameadas, quentes e de intenso cheiro sulfuroso. Curiosa, a rainha ordenou que se parasse a carruagem e indagou aos banhistas o porquê de tal aglomerado. Após a resposta de que estas eram águas curativas, a rainha quis experimentar os seus efeitos, pois ela própria sofria de um mal (embora não se tenham certezas de o que seria), e pôde comprovar que, de facto, estas águas curavam mesmo.
Após este episódio, D. Leonor mandou construir naquele local um hospital, e as obras foram iniciadas no ano seguinte (1485) foi também instalada uma pequena povoação, e foram tomadas providências para que esta prosperasse e evoluísse. O hospital foi terminado cerca de 1488, e foi baptizado de Nossa Senhora do Pópulo, pois havia sido construído para apoio ao povo.
Foi, assim, a partir deste núcleo que nasceu a cidade. Este local é ainda hoje um dos focos principais da cidade.
O desenvolvimento da cidade aconteceu quando D. Afonso VI de Portugal decidiu reconstruir e ampliar o hospital. 
Em 1511, Caldas da Rainha recebeu o título de vila, e continuou a evoluir e prosperar entre a Idade Média e Idade Moderna, no entanto, só em 1821 foi criado o concelho.
No século XIX a vila conheceu maior esplendor, quando surgiu a moda das estâncias termais entre as classes mais abastadas, que, em busca de tratamento, trouxeram riqueza à região. 
Devido à abundância de argila, emergiram neste século uma série de fábricas de cerâmica, que tornaram o concelho um dos principais produtores deste bem. Nesta área, para além da vertente utilitária, como louça de cozinha, muitas vezes com carácter naturalista (folhas de couve, peixes, entre outros), havia uma outra, de carácter humorístico/ peculiar, mais decorativa, a qual, para além de manter a temática naturalista, apresenta um lado mais caricaturista, erótico (o famoso Falo das Caldas) e humorístico. Destaca-se, neste campo, Rafael Bordalo Pinheiro, criador do famoso Zé Povinho, caricatura do típico português da altura. 
Para além da cerâmica, ganharam também relevância áreas como a pintura e escultura, que prosperaram, transformando a cidade num centro de artes. Na região, têm ainda fama os bordados, feitos de linho e tingidos por processos artesanais. 
O crescimento vivido no século XIX, tanto a nível económico como demográfico, manteve-se no século XX e, no ano de 1927, é elevada à categoria de cidade. 
Actualmente constituído por 12 freguesias, e com uma área de 255.87km2, o concelho de Caldas da Rainha faz parte do distrito de Leiria. 
Caldas da Rainha mantém-se um importante polo de Artes a nível nacional, e tem na cidade instalado um polo do Instituto Politécnico de Leiria direccionado a esta mesma área - Escola Superior de Artes e Design (ESAD). 
A nível económico, destaca-se o sector terciário, relacionado com o comércio a retalho, turismo termal e as praias. No sector secundário há destaque para as indústrias de produção de porcelana e faianças, à qual se juntam as de calçado, vestuário, cutelaria, mobiliário, bebidas, agro alimentar e de artes gráficas. A construção civil e de obras públicas tem também a sua importância na região. A nível da agricultura, devido aos solos férteis da região, existe a produção de vinho, cereais e fruticola, principalmente de pereiras e macieiras. 
A nível de acessos, o concelho dispõe de uma série de vias rodoviárias que dão acesso a várias zonas do país, como a A8 (Lisboa- Leiria), a A15 (que liga a região à cidade de Santarém), o IP6 (que liga o concelho a Peniche, Santarém, Castelo Branco e Espanha). Para além das autoestradas, Caldas da Rainha dispõe ainda de uma série de Estradas Nacionais que o conectam aos concelhos vizinhos. 
Banhado pelo Oceano Atlântico, o concelho tem na sua costa várias praias, nas quais há a prática de vários desportos aquáticos e marítimos, nas quais se salientam as praias da Foz do Arelho, a Lagoa de Óbidos e Salir do Porto. 

 

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