Condeixa-a-Nova

Fruto da ação de civilizações diversas que se sobrepuseram, deixando-lhe marcas sucessivas, como estratos arqueológicos, e configurada por contingências mais ou menos felizes do acontecer nacional, a história de Condeixa começa a desenhar-se a partir do século II a.C., com a emergência da cidade luso-romana de Conimbriga. Os vestígios dessa presença romana, onde se leem sinais de um ancestral encontro de culturas, podem ainda hoje ser admirados nas ruínas e no Museu Monográfico de Conimbriga.
Volveram-se séculos, sucederam-se povos: uma depressão económica fez agonizar o império romano, motivando a sua degenerescência; o século V trouxe consigo as invasões bárbaras; o domínio muçulmano da Península Ibérica impôs-se, a partir do século VIII. Ao tempo da afirmação da fé cristã, pela Reconquista, e após a recuperação dos territórios de Coimbra, pela espada de Afonso III das Astúrias, Conimbriga seria abandonada de forma definitiva e os escassos habitantes que dela não desertaram, viriam a constituir Condeixa, no vale a norte.
No início do século XIII (1219), a existência do lugar de Condeixa-a-Nova surge atestada por documentação; nela aparece referenciado, pela primeira vez, este topónimo, muito embora o povoado devesse existir já no século XII, presumivelmente fundado pelo Mosteiro de Santa Cruz na sequência das ações de repovoamento territorial da região de Coimbra. Durante o século XIV, as escassas menções detetadas vão confirmando duas realidades a que Condeixa desde sempre terá estado ligada: a presença de moinhos, atestando uma vocação moageira, e a caracterização de um lugar de passagem, consequência da sua localização estratégica, traduzindo-se no progressivo desenvolvimento de uma «vocação albergueira».
Acrescido por doação de terras, o lugar de Condeixa-a-Nova, de importância crescente, conhece um desenvolvimento extraordinário que dois acontecimentos do século XVI denunciam: a concessão de um foral, em 1514, por D. Manuel I e a constituição da freguesia de Condeixa-a-Nova, em 1541.
Nesta época quinhentista, os avultados proventos económicos que a expansão marítima realiza, fazem o país conhecer a abastança. A próspera Condeixa vai-se vestindo de roupagens fidalgas, com a edificação de palácios e solares, de famílias nobres. Um outro indício do seu desenvolvimento, apontado já nos finais do século XVIII, traduziu-se no reforço da sua importância viária com a reconstrução e alargamento da estrada real (Lisboa-Condeixa-Coimbra) – atual IC2 – pela qual circulava a mala-posta.
No século XIX, porém, Condeixa foi palco de movimentações de forças belígeras que interromperam bruscamente o seu progresso. Assim sucedeu com a terceira invasão francesa, pela qual a freguesia, saqueada e incendiada, conheceria o violento rasto de destruição deixado pelas tropas de Massena, que não poupou nem os palácios, nem mesmo a Igreja Matriz. Por outro lado, as lutas intestinas que sacudiram o país durante o período de instauração do Liberalismo fizeram voltar a soar os acordes marciais.
Só em meados desse século, Condeixa-a-Nova alcançaria a emancipação administrativa que reclamava e que chegou por intermédio da rainha D. Maria II que, em 1838, a eleva a concelho (benesse que será suspensa e definitivamente restaurada em 1852) e, por fim, à categoria de vila em 1845.
Condeixa-a-Nova caracteriza-se por uma realidade física e sociocultural peculiar onde confluem e se harmonizam dimensões muito distintas,e conta, presentemente com cerca de 17.000 habitantes. Este concelho fica situado na faixa litoral da região centro, distando sensivelmente 200 Km, a norte, de Lisboa, 120 km, a sul, do Porto e somente 10 km da cidade de Coimbra, núcleo urbano primeiro da região centro. Confronta com os concelhos de Coimbra, a norte; a leste com os de Miranda do Corvo e Penela; a sul, ainda com Penela e com o concelho de Soure; e a oeste também com Soure e Montemor-o-Velho.
De um modo global, o concelho beneficia de uma acessibilidade privilegiada. A A1, autoestrada Lisboa-Porto, passa às portas de Condeixa e tem um nó muito próximo da sede do concelho. Há, também, a N347 a assegurar boas ligações para Penela e uma nova via portajada, a A13-1, que liga Condeixa a Tomar (para sul), a Coimbra (para norte), sem esquecer Miranda do Corvo ou Lousã.
Por estrada nacional, ou indo apanhar a A14 a norte de Coimbra, a Figueira da Foz e as suas praias também não ficam muito distantes. O mesmo se diga da Serra da Lousã, com as suas aldeias de xisto, matas e paisagens grandiosas, acessível pela vila homónima e por Miranda do Corvo (N342 ou A13-1) ou através de Penela, Espinhal e Castanheira de Pêra (N347). 
Na actual Condeixa-a-Nova, a construção de casas e prédios de habitação, de edifícios cívicos e de outras infraestruturas vem avançando a um ritmo célere, procurando satisfazer as necessidades dos seus naturais e de quem, agora e cada vez mais, procura Condeixa-a-Nova para viver. É aqui que o visitante encontra (para além de uma maior concentração ao nível da restauração e dos alojamentos) a Casa Museu Fernando Namora, bem como todo um conjunto significativo de monumentos, donde se destacam a Igreja Matriz e muitos palácios e edifícios brasonados que evocam e atestam um passado nobre.
Marca maior da civilização romana e ex-líbris do concelho, Conimbriga é um forte cartão de visita. Reduto fascinante da História, o apelo do passado faz-se aqui sentir vivamente!
A beleza paisagística do concelho permite também apontar vários locais de interesse a quem o queira visitar. Fenómenos geológicos como os lapiás ou as Buracas do Casmilo atraem cada vez mais curiosos à Serra de Sicó, à procura das formas diferenciadoras que o calcário cria. Do reino da pedra pode passar-se rapidamente ao império da água, graças à Reserva Natural do Paul de Arzila, um verdadeiro santuário de vida natural.
O património edificado, como os inúmeros palácios que atestam a fidalguia de Condeixa, constitui outro dos grandes atrativos deste concelho. Alguns deles foram transformados em unidades hoteleiras, como a Pousada de Condeixa ou o Paço da Ega, prontas a acolher o visitante com tradição e conforto.
A localização privilegiada deste concelho é, a todos os níveis, uma mais-valia. O Atlântico não fica longe, mas mais perto ainda fica Coimbra e a sua Universidade, classificada pela UNESCO como Património Mundial.


Fonte: Câmara Municipal de Condeixa

 

O site Viver no Centro de Portugal utiliza cookies. Ao navegar está a concordar com a sua utilização. Saiba mais sobre o uso de cookies. Aceito
Encontre aqui o que procura