Ferreira do Zêzere

Em 1190, D. Sancho e sua mulher doam a sua herdade de Vale de Orjais a Pedro Ferreiro, um besteiro do rei, como recompensa pela sua bravura na luta contra os mouros. Trinta e dois anos mais tarde, o próprio atribui o foral a Vila Ferreiro, juntamente com a sua esposa, Maria Vasques. A partir de 1306 passa a pertencer aos Templários. Em 1319 transita para a Ordem de Cristo, dividida em diversas comendas (células administrativas concedidas a eclesiásticos e cavaleiros de ordens militares).
D. Nuno Rodrigues, mestre desta ordem, coloca a primeira pedra para construção dos paços de Ferreira do Zêzere em 1362.
Corre o ano de 1517, quando as populações se recusam a prestar juramento em Vila de Rei e o Rei D. Manuel I termina o conflito, decidindo que Ferreira do Zêzere tenha forca e pelourinho próprios. Mais tarde, em 1531, D. João III torna-a Vila.
Durante o século XVI este local conhece inúmeros lugarejos devido à forte dispersão de localidades.
Ao longo dos tempos é alvo de grandes impasses no seu desenvolvimento, tais como a peste e as invasões Francesas.
A configuração do actual concelho é delimitada em 1836 pela reforma administrativa de Rodrigo da Fonseca Magalhães, entre 1940 e 1950.

Com uma área de cerca de 190 km2, é constituído por 7 freguesias: Águas Belas, União de Freguesias de Areias e Pias, Bêco, Chãos, Ferreira do Zêzere, Igreja Nova do Sobral, Nossa Senhora do Pranto. É limitado a norte pelo município de Figueiró dos Vinhos, a nordeste pela Sertã, a leste por Vila de Rei, a sul por Tomar, a oeste por Ourém e a noroeste por Alvaiázere.
É um território de grande riqueza e diversidade, com paisagens substancialmente diferentes, pelo tipo de floresta, pela vegetação, pelos solos, pela agricultura bem como pela beleza natural e paisagística proporcionada pelo Rio Zêzere (Albufeira de Castelo de Bode) e pela vasta mancha florestal. Dispõe de diversificado património arqueológico e histórico, religioso, arquitetónico e cultural de que são exemplo a Gruta de Avecasta, Torre Pentagonal de Dornes (Construção Templária), Templo de Nª. Sra. do Pranto, Igreja das Areias (N.ª Sra. da Graça), Pelourinhos de Pias e Águas Belas entre outros elementos e património classificado.
Toda a região em que se insere este concelho é muito acidentada e com estrutura geológica variada. A maior parte é constituída por terrenos provenientes da desagregação de xistos, quartezitos e grês, existindo na periferia da vila terrenos de várzea bastante férteis.Sob o ponto de vista topográfico, a vila situa-se numa pequena "crista" com uma altitude média de 350m. A única depressão com maior significado situa-se a norte do aglomerado, a que corresponde uma linha de água que torna essa zona mais húmida. Assim, o relevo não teve influência directa e decisiva no desenvolvimento da Vila, pois embora o núcleo embrionário apareça no cabeço, a sua expansão fez-se de uma forma radial, no sentido de todos os pontos cardeais, ao longo do traçado de vias de comunicação, que, estas sim, foram directamente marcadas pela sinuosidade própria das elevações.
O concelho é limitado a nascente pelo importante curso de água - Rio Zêzere, que deu nome à vila, e no qual se situa uma importante obra de hidráulica - albufeira do Castelo de Bode. Toda a região tem um subsolo bastante rico em água, excepto a zona de Chãos.
Há, neste concelho, destaque para a produção de mel, azeite e a presença de empresas de produção ovipara. 


Fonte: Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere

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