Ílhavo

Intrinsecamente ligado à Ria e inevitavelmente voltado para o Mar, o Município de Ílhavo tem nesta ligação a sua principal característica, que o distingue dos demais quer pela sua geografia, quer pela sua História.

Com cerca de nove séculos e meio de vida documentada, Ílhavo é apontada por vários autores como sendo descendente de lendários navegadores, possivelmente fenícios, gregos ou então antigos navegadores dos mares do Norte e até Romanos, que entraram pela foz do Vouga e estabeleceram-se nas suas margens, sendo os próprios ilhavenses, já muito cruzados com várias raças, igualmente invocados como os míticos fundadores de numerosas povoações marítimas.

A primeira referência escrita à “villa iliauo”, que consta do cartulário do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, designado por Livro Preto da Sé de Coimbra, remonta ao século XI, mais concretamente entre 1037 e 1065, sendo a sua doação mencionada aquando da tomada definitiva de Coimbra, em plena Reconquista Cristã.

Já bastante povoado por esta altura, Ílhavo recebe a Inquirição a 13 de outubro de 1296, pela mão de El-Rei D. Dinis, que concedeu à sua povoação várias regalias expressas na Carta Régia. No século XVI, a Reforma Manuelina, contrária ao que até então se praticava na época, reformula a estrutura dos Antigos Forais, modernizando-os, advogando para o efeito a aplicação de leis gerais e uniformizadoras para todos os municípios do país. Destes Novos Forais Manuelinos faz parte o Foral de Ílhavo que, outorgado pelo Rei D. Manuel I a 8 de março de 1514, e entregue ao juiz e vereadores de Ílhavo a 2 de setembro de 1516, marcou uma nova etapa na vida municipal, social e económica do Concelho. Após a extinção em todo o País dos Forais e da anulação das doações Régias, Ílhavo foi considerado Concelho, por Decreto-lei, a 9 de novembro e a 31 de dezembro de 1836. No entanto, a reforma administrativa do final do século e a ação do novo governo então formado, afetou Ílhavo, e tantos outros Concelhos pelo País, escrevendo uma página menos colorida da sua história. Por razões meramente políticas e administrativas, e para grande surpresa e descontentamento da sua população, o Concelho de Ílhavo é extinto e anexado ao de Aveiro, pelo Decreto de 21 de novembro de 1895. Durante três anos, os ilhavenses lutaram pela sua autonomia municipal e esperaram pacientemente pelo regresso do Partido Progressista ao poder que, a 13 de janeiro, restauram os Concelhos extintos em 1895, entre os quais o de Ílhavo. 

O Município de Ílhavo, à beira-mar plantado, envolvido pela Ria de Aveiro, tem na Vida da sua Gente, histórias que convidam à partilha de momentos bons, diferentes e únicos.

História, Festas e Romarias, Artesanato, Património, Gastronomia, Sol e Mar, Tempos Livres, são notas de partilha de rotas que pode encontrar e desfrutar nesta terra que tem “O Mar por Tradição”, peça especial da sua história e da sua condição natural, que a tornam a Capital Portuguesa do Bacalhau. Aqui a Terra e o Mar encontram-se a cada canto.

Nos dois Canais da Ria de Aveiro que atravessam o Município (o Canal de Mira e o Canal de Ílhavo ou Rio Bôco), as atividades náuticas, a pesca, a observação das aves e de outros valores naturais, propiciam momentos únicos.

Nos areais das Praias da Barra e da Costa Nova, o Mar junta-se à terra de forma única e bela, sendo pretexto de múltiplos usos, sempre sob a luz, a cor e a referência do Farol da Barra e dos Palheiros da Costa Nova.

O Museu Marítimo de Ílhavo partilha a história épica da Pesca do Bacalhau à linha e o seu Navio-Museu Santo André conta a vida do arrasto. 

A Cultura vive-se com intensidade 23 Milhas, nos seus diversos espaços, como a Casa Cultura Ílhavo, a Fábrica Ideias Gafanha da Nazaré, o Laboratório Artes Teatro Vista Alegre ou Cais Criativo Costa Nova.

As descobertas ao seu dispor são muitas e diversas.

Nas fachadas das casas mais antigas, resguardam-se as Alminhas e o passado ligado ao mar espelha-se no azulejo, onde a Arte Nova invoca tempos áureos forjados pela emigração. A Biblioteca Municipal é uma feliz recuperação do “Palácio de Alqueidão”, edifício do século XVII, cuja fachada pode agora ser apreciada em toda a sua beleza.

Nos locais de culto, respira-se a devoção que sempre se levou para o alto mar. Na Igreja Matriz de Ílhavo ou da Gafanha da Nazaré, tal como na Igreja de Nossa Senhora do Pranto ou na Capela de Nossa Senhora dos Navegantes, renova-se a fé nos santos padroeiros. Em Ílhavo, a memória, fundida no bronze ou cravada na pedra, conjuga-se com a modernidade. Figuras típicas e elementos essenciais do Município surgem imortalizados em estátuas, que a população orgulhosamente respeita.

Veja a entrevista a Fernando Caçoilo, presidente da Camara Municipal de Ílhavo



Fonte: Câmara Municipal de Ílhavo

| o que fazer

explore, experimente, viva

O site Viver no Centro de Portugal utiliza cookies. Ao navegar está a concordar com a sua utilização. Saiba mais sobre o uso de cookies. Aceito
Encontre aqui o que procura