Leiria

Embora não se saiba muito sobre as origens da cidade, sabe-se que esta região era já ocupada desde a época do Paleolítico Inferior, devido a achados arqueológicos encontrados na região. Os primeiros ocupantes comprovados na região foram os túrdulos, um povo indígena celtibero, relacionado com os Lusitanos, a cerca de 7km da actual cidade de Leiria. Os romanos também deixaram a sua marca, estabelecendo uma povoação a que chamaram Collippo. As pedras da antiga cidade romana foram, na Idade Média, usadas para construir parte da cidade medieval de Leiria, prova disso são as inscrições romanas que ainda podem ser vistas nas pedras do castelo.
Foi ainda ocupada por suevos e visigodos, e, mais tarde, por mouros. Expulsos em 1135 por D. Afonso Henriques, durante a Reconquista.
Aquando a sua fundação, a maioria da população habitava dentro das muralhas do castelo, no entanto, ainda no século XII, parte desta começou a deslocar-se para o seu exterior.
Leiria tornou-se o local de controlo de tráfego económico da região, devido à sua estratégica posição geográfica. Com o crescimento da região, a sua importância aumentou também, e a vila foi palco de várias cortes (reuniões entre o rei e a nobreza), com a primeira a ocorrer em 1254, no reinado de D. Afonso III. Em 1324, D. Dinis mandou erguer a torre de menagem do castelo, bem como uma residência real, tendo mesmo habitado a cidade por longos períodos de tempo com a sua esposa, a quem doou o feudo. Este rei é também o responsável pela criação do famoso Pinhal de Leiria, do qual provém a madeira usada para as naus usadas aquando os Descobrimentos Portugueses, nos séculos XV e XVI.
No século XV foram erguidos vários moinhos de cereais na cidade, uma grande fonte de rendimento para a cidade. D. João I autorizou, em 1411, a construção de um moinho de papel, ainda hoje existente e transformado em museu. No final do século XV, a expansão da cidade descia desde a colina do castelo e estendia-se à berma do rio Lis, e D. Manuel I deu um novo foral à cidade e elevou-a ao título de cidade, bem como sede da diocese de Leiria.
No século XIX a cidade foi duramente fustigada pelas Invasões Francesas, com destaque para a data de 1808 e pelo Grande Incêndio de 1811, também causado pelos franceses.
Já na modernidade, no século XX, Leiria foi berço de indústrias diversas, o que levou ao desenvolvimento da região.
Na actualidade, Leiria é uma cidade em expansão, tanto a nível económico como cultural. No concelho a principal fonte de rendimento provém do sector terciário (serviços). O comércio, a agropecuária e a indústria também são importantes na região. Nesta última, destacam-se as indústrias de produção de cerâmica, plásticos, moldes e cimentos. A construção civil e o turismo também têm um peso económico importante na região. A nível educativo, Leiria alberga o Instituto Politécnico de Leiria, distribuído em vários polos distribuídos não só no concelho como também noutras cidades do distrito- em Caldas da Rainha, Marinha Grande e Peniche, estando presentes no concelho os polos da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais de Leiria, a Escola Superior de Tecnologia de Gestão de Leiria e a Escola Superior de Saúde de Leiria. Existe também uma vasta quantidade de escolas de Ensino Básico, Secundário e Profissional (Escola Profissional de Leiria).
A nível de transportes, existe acesso às mais importantes autoestradas a nível nacional, como a A1, a A8, a A17 e a A19, que dão rápido acesso a outras importantes zonas do país e conferem fácil deslocação de pessoas e bens. Leiria tem ainda uma rede rodoviária de autocarros com transportes regulares, tanto de carreiras rápidas, interurbanas e urbanas (Mobilis), que fornecem transporte regular, não só dentro da cidade, como as suas freguesias e cidades vizinhas. É ainda servida por um aeródromo, a 5km norte-noroeste do centro da cidade, e de transporte ferroviário, a 3km do mesmo. 


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