Marinha Grande

Situada no litoral da região centro de Portugal, no distrito de Leiria, a 10km do oceano, a Marinha Grande está implantada numa extensa planície, cercada por um horizonte de pinheiros do majestoso Pinhal do Rei, também conhecido por Pinhal de Leiria ou Mata Nacional de Leiria. Este município é constituído por três freguesias: Marinha Grande, Vieira de Leiria e Moita.

O mar, o pinhal e os demais recursos geológicos existentes ofereceram, durante séculos, matérias-primas e combustível para diferentes tipos de indústrias - nomeadamente de serração de madeira, de extração e transformação de produtos resinosos, e de vidro - e constituíram a base das atividades económicas mais importantes do concelho, facilitando o estabelecimento e desenvolvimento de várias comunidades e povoações ao longo de séculos. 

Ao longo de aproximadamente 700 anos, o Pinhal do Rei cresceu, foi explorado e ordenado, sendo a principal fonte de recursos naturais que desencadeou o aparecimento da maior parte das povoações que hoje existem nas suas proximidades. O desenvolvimento posterior destas deveu-se essencialmente à instalação da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande, em 1747, ao redor da qual surgiram outras fábricas e indústrias que motivaram o crescimento do concelho e que foram determinantes na evolução da sua história, cultura, sociedade e economia.
Local de expressiva beleza natural, caracterizado pela trilogia pinhal, ribeiro, oceano, oferece-nos uma paisagem única exemplarmente preservada. É esta imensa diversidade que constitui o principal atrativo desta região, única do género em Portugal. Apresenta grande singularidade e qualidade do seu património Natural, Cultural e Industrial.
A formação e desenvolvimento da Marinha Grande está intimamente ligada à indústria do vidro, que aqui encontrou condições favoráveis ao seu estabelecimento. Berço da indústria do vidro e antigo centro nevrálgico da Marinha Grande, a Fábrica Escola Irmãos Stephens, desempenhou um papel extremamente importante no seio da comunidade marinhense, não somente em termos económicos, como também sociais e culturais.
Daí que a indústria vidreira, a figura do vidreiro e a personalidade dos Irmãos Stephens, se constituam como um marco de elevada importância na história desta freguesia, na medida em que para além de fazerem parte da memória colectiva dos marinhenses, também se apresentam como uma referência identitária. 
Terra de gente associativa, o concelho tem sido ao longo dos tempos uma espécie de El Dorado, a avaliar pelo elevado número de pessoas que para aqui migram. Embora já não sobreviva predominantemente da atividade vidreira porque outros setores de atividade económica foram emergindo e adquirindo a sua importância no contexto da economia local, ela é e será sempre reconhecida como a capital do vidro.  Mas a importância da Marinha Grande não assenta única e exclusivamente ao nível da sua economia local, mas também ao nível das riquezas naturais de que dispõe, do património arquitetónico e histórico que possui e que são meritórios de especial atenção.
Atualmente, a Marinha Grande é um importante e dinâmico pólo industrial. A indústria transformadora é o principal setor de atividade económica, apresentando a estrutura do setor industrial uma significativa concentração em torno de três setores: vidro, produtos metálicos/moldes e plásticos.
Fazendo parte integrante do concelho da Marinha Grande, a povoação de Vieira de Leiria situa-se a 14 quilómetros da sede do concelho e a 24 quilómetros da cidade de Leiria, capital do distrito. Localiza-se na margem esquerda do Rio Lis e a 4 quilómetros da costa, no extremo norte do Pinhal de Leiria. A freguesia de Vieira de Leiria, faz parte de um universo espacial, cujas características se podem agrupar segundo dois princípios de integração regional. O primeiro tende a enquadrar a vila e os seus lugares no âmbito de uma vasta região de transição entre o norte e o sul, que poderíamos fazer coincidir, grosso modo, com a província da Estremadura. O segundo integra a freguesia no conjunto das localidades da faixa litoral que se estende da Vieira para o norte, até Espinho, constituindo uma zona onde a influência do mar e das dunas se faz sentir de forma unívoca. 
A Moita, que passou a fazer parte do concelho, definitivamente, a 12 de Julho de 2001, após um longo peíodo de reinvindicação dos seus direitos e da vontade de se separar do concelho de Alcobaça. É uma terra pujante de vida e de força, graças à sua indústria – principal sustentáculo económico – dispersa por um conjunto de atividades, onde predomina a tecnologia de ponta em áreas diversas como os moldes, aços, plásticos, móveis e uma fábrica de CDs (Sonovis), a par de outras de menor pujança. Embora o setor primário tenha pouco peso, no que diz respeito à economia local, a prática da agricultura é bastante notória, ainda que praticada em regime de autoconsumo pelas famílias residentes. Na maior parte das habitações, o espaço destinado ao cultivo e/ou à criação de aves assume especial relevo, principalmente entre a camada etária mais idosa.



Fonte: Câmara Municipal de Marinha Grande

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