Óbidos

Habitada desde a época do Paleolítico Inferior, comprovada pelos vestígios encontrados no Outeiro da Assenta, a zona de Óbidos sempre se mostrou apelativa ao homem. Os primeiros sinais de uma ocupação mais organizada correspondem ao povo Celtibero, num castro voltado a poente, cuja fundação terá ocorido por volta de 308 a.C..  Sabe-se que houve tentativa de conquista por parte dos Fenícios, porém, tendo esta falhado por resistência dos Celtas, houve comércio entre os povos. No século I d.C., no entanto, as defesas celtas falharam perante os Romanos. Apesar da dificuldade na conquista, devido à força da fortificação e à resistência junto da mesma, o exército romano acabou usar uma outra estratégia e tomar a Vila por água, pois, nessa altura, a lagoa chegaria até ao sopé da colina onde se localiza a fortaleza, banhando os muros do castelo do lado Poente.  Nos séculos V/ VI, com o declínio do império romano, houve outros povos que tomaram a Lusitânia (antigo nome de Portugal) como os Alanos, os Suevos e os Godos. Foram os Visigodos que se instalaram na região, após a sua conquista. No século VIII foram os Mouros que tomaram a vila, onde construiram um castelo para se defender das forças vinas de norte. Aqui, desenvolveram áreas como as ciências. A 11 de Janeiro de 1148, D. Afonso Henriques toma Óbidos aos Mouros e, em 1195 concede-lhe foral. Óbidos fez parte do pentágono defensivo estratégico idealizado pelos Templários.
Em 1210 D. Afonso II doa a Vila à sua mulher, D. Urraca e, mais tarde, por D. Dinis à Rainha D. Isabel, desde então, esta fez parte da Casa das Rainhas de Portugal até à sua extinção, em 1834. Muitas das rainhas por ali passaram, e contribuíram para o desenvolvimento da vila, como D. Catarina, que mandou construir o aqueduto e chafarizes.
Em 1513 foi concedido novo foral à cidade, durante a reforma administrativa de D. Manuel I. Esta época foi marcada por muitas requalificações urbanas. O terramoto de 1755 fez-se sentir com grande intensidade, tendo várias partes da muralha, alguns templos e edifícios cedido. 
A região de Óbidos foi palco de várias batalhas da guerra peninsular, contra os franceses.
Já no ano de 1973, num diferente contexto, Óbidos foi palco de uma das reuniões que levaram ao Movimento dos Capitães, na Sede da Sociedade Musical Recreativa Obidense, que desencadeou a revolução de 25 de Abril de 1974.
A cerâmica é um produto tradicional da região, e neste campo, destaca-se a artista Josefa de Óbidos que, para além da pintura, dirigiu ainda uma oficina de cerâmica artística que influênciou grandemente as tipologias de cerâmica que na vila se produziam. Sobressaem também os trabalhos em verga, os cestos em vime, verga de cerâmica, olaria tradicional, miniaturas, mantas de retalhos e trapos, azulejaria e bordados. 
Actualmente, com o recuar da lagoa, Óbidos localiza-se a vários quilómetros do mar e é cede de um município com 141.56km2. As principais actividades económicas que aqui se praticam são o turismo, a agricultura e o comércio. Na agricultura, destacam-se a produção de fruta, produtos hostículas e vinha. No concelho as indústrias dominantes são as alimentares, de bebibas, protecção civil, têxtil (vestuário e calçado), imobiliário e a extractiva. Dependentes da lagoa, existem ainda a pesca e a apanha de moluscos bivalves.
A Lagoa de Óbidos, que divide os concelhos de Caldas da Rainha e Óbidos, é local de prática de desportos aquáticos ao longo de todo o ano, como Vela, WIndsurf, Canoagem, Remo, Kiteboard, Jetsky, Ski náutico, Stand Up e Paddleboarding. 
Em termos culturais, a 11 de Dezembro de 2015, Óbidos ganhou o título de Cidade Literária, como parte do programa Rede de Cidades Criativas. Há, ao longo do ano, várias feiras e festivais que animam a cidade, como o Mercado Medieval, na qual a cidade volta atrás no tempo, recuando à Idade Média, o Festival Internacional do Chocolate, o Óbidos Vila Natal e as Festas da Semana Santa.
A apenas 80km de Lisboa, o concelho dispõe de duas principais autoestradas, a A8 e a A15, que facilita a deslocação de pessoas e bens. Outras formas de deslocação da cidade são a Estação de Comboios, localizada no exterior da vila, e de autocarro.

Veja a entrevista de Humberto Marques, presidente do Município de Óbidos.

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