Oliveira do Hospital

Oliveira do Hospital é um dos mais belos concelhos do distrito de Coimbra e da Serra da Estrela. Aqui o visitante depara-se com surpreendentes retratos e refúgios encantados. Vestígios que remontam à Pré-história e tantos outros registos edificados por todo o concelho espelham a grandeza desta região. A atual sede de concelho nasce na época da 2ª cruzada, quando em São João de Jerusalém, na Terra Santa, é fundado um Hospital que irá receber os peregrinos doentes, estropiados e vítimas de ataques e assaltos, em tão longa caminhada que os levaria junto do Santo Sepulcro.
O primitivo nome da povoação havia sido Ulvária, que significa terreno alagadiço, onde há ulvas; de Ulvária terá derivado para Ulveira e daqui, por analogia e deturpação, para Oliveira. O nome «do Hospital» resulta exatamente da atribuição de uma Comenda à Ordem dos Monges de S. João de Jerusalém, Ordem dos Hospitalários, também conhecida por Ordem de Malta. Foi pois, no ano de 1120, que a Rainha Dª. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, fez a doação desta vila aos cavaleiros da referida Ordem. Tratava-se inicialmente de uma herdade entre Bobadela e Oliveira do Hospital, depois acrescentada em doações particulares e alargada nos seus domínios. Supõe-se mesmo que era exatamente em Oliveira do Hospital que a Ordem de Malta tinha a sua sede ou convento principal em edifício implantado no local onde atualmente se encontra o edifício dos Paços do Município e a Igreja Matriz.
Quando D. João III mandou fazer o Cadastro da População do Reino existiam na área do atual Concelho de Oliveira do Hospital, além desta, mais as seguintes Vilas ou Concelhos: Avô, Bobadela, Ervedal, Lagares, Lageosa, Lagos, Lourosa, Nogueira, Penalva de Riba d’Alva, São Sebastião de Riba d’Alva, Seixo e Vila Pouca da Beira. D. Manuel I concedeu-lhe foral novo em 27 de Fevereiro de 1514.
No século XVII já lhe pertencia a pequena paróquia de Lajeosa, mas foi durante o século XIX, com as sucessivas reformas de âmbito administrativo e judicial que, pela extinção dos pequenos concelhos limítrofes de Lagares, Lagos da Beira, Nogueira do Cravo e Bobadela, o concelho de Oliveira do Hospital ficou com 9 Freguesias e, mais tarde ainda, pela extinção dos Concelhos de Penalva de Alva, Ervedal da Beira, Avô e São Gião, que ficou com um total de 20 Freguesias.
Em 1988 foi criada a freguesia de Vila Franca da Beira por desanexação de um lugar da freguesia de Ervedal da Beira.  Recentemente foi constituída a União das freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira.
Em 2013, da Reorganização administrativa do território das freguesias (Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro) resultaram as atuais 16 freguesias que constituem o extenso concelho de Oliveira do Hospital, com 234,55 km2, o mais «nortenho» do distrito de Coimbra.
A vila de Oliveira do Hospital foi elevada à categoria de cidade pela Lei nº 23/93, de 2 de Julho.
Ao longo de todo o município, há fragmentos de história a descobrir. Aqui, há uma grande quantidade de elementos de património, com imenso valor, sendo algum do mesmo considerado como Património Classificado de Interesse Nacional (IIN), como a Capela dos Ferreiros, a Igreja Moçárabe de São Pedro da Lourosa e as Ruínas Romanas de Bobadela.
Há cerca de 6.000 anos, pequenas comunidades humanas instalaram-se ou passaram pela região que é hoje o concelho de Oliveira do Hospital. Viviam do que a natureza dispunha e tinha uma agricultura muito rudimentar. A sua preocupação com a vida para além da morte levou-as a construir dólmenes ou antas: monumentos megalíticos de cariz funerário colectivo. Espaços que traduzem um memorial aos mortos e que simbolizam a crença na eternidade e no renascimento. São considerados como autênticos templos onde se idolatrava o culto a um número restrito de “divinos” antepassados. Destes, destacam-se a Anta da Sobreda ou do Curral dos Mouros, a Anta da Arcaínha ou Dólmen do Seixo da Beira, a Anta da Cavada (Fiais da Beira) e a Anta do Pinheiro dos Abraços (Bobadela). Estes monumentos pré-históricos são considerados nos nossos dias como Património Classificado de Interesse Público (IIP).
Com grande importância para o concelho – Património Classificado de Interesse Municipal (IIM) – destacam-se ainda a Casa Brás Garcia de Mascarenhas e a Igreja Matriz de Penalva de Alva.
Como região que valoriza o seu passado, as suas gentes e seus fazeres, há ainda uma série de museus que vale a pena visitar, como a Casa Museu da Fundação Dona Maria Emília Vasconcelos Cabral, o Museu Nacional Dr. António Simões Saraiva, o Museu Tarquínio Hall, o Museu do Azeite e o Museu Etnográfico da Freguesia de Meruge.

Oliveira do Hospital é um dos mais belos concelhos do distrito de Coimbra e da Serra da Estrela. Aqui o visitante depara-se com surpreendentes retratos e refúgios encantados. Vestígios que remontam à Pré-história e tantos outros registos edificados por todo o concelho espelham a grandeza desta região. A atual sede de concelho nasce na época da 2ª cruzada, quando em São João de Jerusalém, na Terra Santa, é fundado um Hospital que irá receber os peregrinos doentes, estropiados e vítimas de ataques e assaltos, em tão longa caminhada que os levaria junto do Santo Sepulcro.
O primitivo nome da povoação havia sido Ulvária, que significa terreno alagadiço, onde há ulvas; de Ulvária terá derivado para Ulveira e daqui, por analogia e deturpação, para Oliveira. O nome «do Hospital» resulta exatamente da atribuição de uma Comenda à Ordem dos Monges de S. João de Jerusalém, Ordem dos Hospitalários, também conhecida por Ordem de Malta. Foi pois, no ano de 1120, que a Rainha Dª. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques, fez a doação desta vila aos cavaleiros da referida Ordem. Tratava-se inicialmente de uma herdade entre Bobadela e Oliveira do Hospital, depois acrescentada em doações particulares e alargada nos seus domínios. Supõe-se mesmo que era exatamente em Oliveira do Hospital que a Ordem de Malta tinha a sua sede ou convento principal em edifício implantado no local onde atualmente se encontra o edifício dos Paços do Município e a Igreja Matriz.
Quando D. João III mandou fazer o Cadastro da População do Reino existiam na área do atual Concelho de Oliveira do Hospital, além desta, mais as seguintes Vilas ou Concelhos: Avô, Bobadela, Ervedal, Lagares, Lageosa, Lagos, Lourosa, Nogueira, Penalva de Riba d’Alva, São Sebastião de Riba d’Alva, Seixo e Vila Pouca da Beira. D. Manuel I concedeu-lhe foral novo em 27 de Fevereiro de 1514.
No século XVII já lhe pertencia a pequena paróquia de Lajeosa, mas foi durante o século XIX, com as sucessivas reformas de âmbito administrativo e judicial que, pela extinção dos pequenos concelhos limítrofes de Lagares, Lagos da Beira, Nogueira do Cravo e Bobadela, o concelho de Oliveira do Hospital ficou com 9 Freguesias e, mais tarde ainda, pela extinção dos Concelhos de Penalva de Alva, Ervedal da Beira, Avô e São Gião, que ficou com um total de 20 Freguesias.
Em 1988 foi criada a freguesia de Vila Franca da Beira por desanexação de um lugar da freguesia de Ervedal da Beira.  Recentemente foi constituída a União das freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira.
Em 2013, da Reorganização administrativa do território das freguesias (Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro) resultaram as atuais 16 freguesias que constituem o extenso concelho de Oliveira do Hospital, com 234,55 km2, o mais «nortenho» do distrito de Coimbra.
A vila de Oliveira do Hospital foi elevada à categoria de cidade pela Lei nº 23/93, de 2 de Julho.
Ao longo de todo o município, há fragmentos de história a descobrir. Aqui, há uma grande quantidade de elementos de património, com imenso valor, sendo algum do mesmo considerado como Património Classificado de Interesse Nacional (IIN), como a Capela dos Ferreiros, a Igreja Moçárabe de São Pedro da Lourosa e as Ruínas Romanas de Bobadela.
Há cerca de 6.000 anos, pequenas comunidades humanas instalaram-se ou passaram pela região que é hoje o concelho de Oliveira do Hospital. Viviam do que a natureza dispunha e tinha uma agricultura muito rudimentar. A sua preocupação com a vida para além da morte levou-as a construir dólmenes ou antas: monumentos megalíticos de cariz funerário colectivo. Espaços que traduzem um memorial aos mortos e que simbolizam a crença na eternidade e no renascimento. São considerados como autênticos templos onde se idolatrava o culto a um número restrito de “divinos” antepassados. Destes, destacam-se a Anta da Sobreda ou do Curral dos Mouros, a Anta da Arcaínha ou Dólmen do Seixo da Beira, a Anta da Cavada (Fiais da Beira) e a Anta do Pinheiro dos Abraços (Bobadela). Estes monumentos pré-históricos são considerados nos nossos dias como Património Classificado de Interesse Público (IIP).
Com grande importância para o concelho – Património Classificado de Interesse Municipal (IIM) – destacam-se ainda a Casa Brás Garcia de Mascarenhas e a Igreja Matriz de Penalva de Alva.
Como região que valoriza o seu passado, as suas gentes e seus fazeres, há ainda uma série de museus que vale a pena visitar, como a Casa Museu da Fundação Dona Maria Emília Vasconcelos Cabral, o Museu Nacional Dr. António Simões Saraiva, o Museu Tarquínio Hall, o Museu do Azeite e o Museu Etnográfico da Freguesia de Meruge.


Fonte: Câmara Municipal de Oliveira do Hospital

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