Pampilhosa da Serra

O povoamento do território concelhio remonta a tempos bastante antigos, como evidencia a “Carta Arqueológica do Concelho de Pampilhosa da Serra”, que aponta as primeiras manifestações da presença do Homem nesta área geográfica por volta do 4.º milénio antes de Cristo.
As sucessivas ocupações humanas, desde a Idade do Bronze até à Época Romana, estão identificadas através de vestígios encontrados ao longo das prospeções arqueológicas realizadas.
Já em plena Idade Média, e no seio das políticas de povoamento, D. Dinis terá elevado Pampilhosa à categoria de vila em 1308, segundo a inscrição setecentista colocada na fachada principal do edifício da antiga Casa da Câmara e Cadeia, atual Museu Municipal.
No tempo de D. Fernando a Pampilhosa vira-se integrada no termo da Covilhã. Os homens bons, descontentes com esta decisão, dirigiram-se às Cortes de Coimbra de 1385, dando a conhecer a D. João I os agravos que o concelho sofria.
O monarca acedeu e, em resposta ao pedido da Pampilhosa, emanou a 10 de abril de 1385 uma Carta de Privilégios, pela qual reconhecia a sua autonomia.
Nos séculos XV e XVI os antigos forais foram perdendo a sua importância e ficando desajustados das necessidades dos novos tempos. A reforma destes documentos foi então levada a cabo por D. Manuel I. Pampilhosa recebeu foral antigo das mãos de pessoa particular e foral novo das mãos de D. Manuel I, a 20 de outubro de 1513.
No século XIX Pampilhosa viu acrescentado o vocábulo “da Serra” no sentido de distingui-la de Pampilhosa do Botão (Mealhada).
Originalmente constituído por quatro freguesias (Pampilhosa, Cabril, Pessegueiro e Machio), o concelho foi alargado por força da reforma administrativa de 1855, adquirindo as freguesias de Dornelas, Fajão, Janeiro de Baixo, Unhais-o-Velho e Vidual (do concelho de Fajão) e a de Portela do Fojo (do concelho de Alvares).
No século XXI, pela reorganização administrativa territorial autárquica, implementada em 2013, o concelho viu alterado o seu mapa pela agregação das freguesias de Fajão-Vidual e de Portela do Fojo-Machio.
As sucessivas mudanças no percurso da história deste concelho têm contado com uma população atenta, de homens e mulheres determinados que, com um forte espírito de consciência coletiva, têm feito do seu concelho um território coeso e com identidade!
O concelho de Pampilhosa da Serra é atualmente constituído por 8 freguesias: Cabril, Dornelas, Fajão - Vidual, Janeiro de Baixo, Pampilhosa da Serra, Pessegueiro, Portela do Fojo – Machio e Unhais-o-Velho.
Este foi o resultado da reorganização administrativa territorial autárquica implementada no sentido de permitir, entre outros aspetos relevantes, a melhoria e desenvolvimento dos serviços públicos de proximidade prestados pelas freguesias às populações.
Ao navegar por cada uma das freguesias apresentadas poderá encontrar informação sobre os órgãos locais autárquicos que a compõem, história, potencialidades, património natural e cultural, assim como os meios de contacto e ligações úteis disponíveis em cada uma. 
Pampilhosa da Serra é uma região de destino turístico surpreendente, onde a natureza exibe todo o seu esplendor, podendo ser apreciado através da oferta de óptimos miradouros que nos permitem ter uma noção mais profunda da sua imensidão. Caracterizado pela sua singularidade natural, enquadrada pelas vistas panorâmicas, leva-nos até sítios com características próprias da paisagem dominante. As suas praias fluviais, de grande beleza, são uma refrescante fonte de lazer, distribuídas pelas várias zonas fluviais do concelho (rio Zêzere, Barragem de Santa Lúzia, Ribeira do Pessegueiro e rio Unhais) com águas límpidas e belíssimas paisagens.
O Concelho de Pampilhosa da Serra apresenta, do ponto de vista histórico e arqueológico, uma riqueza singular e insuspeitada. A sua localização central, a sua importante rede hidrográfica e as características geológicas das suas magníficas serras, tornaram este espaço privilegiado para passagem e fixação de populações humanas durante milénios, com especial destaque para alguns períodos cronológicos.
A investigação arqueológica no concelho iniciou-se em 1994, com os arqueólogos Carlos Batata e Filomena Gaspar, trazendo à luz do dia o conhecimento de um passado que encerra um valioso património da presença humana no território e que originou a edição do “Levantamento Arqueológico do Concelho de Pampilhosa da Serra”.
A prospeção continuou nos anos seguintes, intensificando-se sobretudo a partir de 2005 com o desenvolvimento de um plano de intervenção no território, que permitiu aumentar consideravelmente o conhecimento sobre o concelho e a sua história mais antiga e que resultou na edição da “Carta Arqueológica do Concelho de Pampilhosa da Serra”, da autoria dos mesmos arqueólogos, lançada no dia 10 de abril de 2009, no seio das comemorações do Feriado Municipal.
Mais de três centenas de estações, registadas na Carta Arqueológica do concelho, testemunham a sua longa história. Os vestígios encontrados permitem perceber a forma como os antepassados viveram, manifestaram a sua sensibilidade e crenças através da arte e até mesmo como foram enterrados.
Dos vestígios arqueológicos registados nos últimos anos, destaca-se a arte rupestre, localizada sobretudo nas cabeceiras do Rio Unhais, e um número significativo de sítios, nomeadamente monumentos funerários, designados de mamoas - tumulações que encerram no seu interior a deposição das cinzas do defunto e de objetos pessoais e de uso quotidiano, após a incineração (cremação).
Estas mamoas, identificadas em grande número (mais de centena e meia), distribuem-se por todo o concelho e apresentam como particularidade o facto de serem quase exclusivamente construídas em quartzo leitoso, o que as diferencia na paisagem.
As montanhas da Pampilhosa encerram indiscutivelmente valiosos patrimónios que servirão de apoio ao desenvolvimento integrado promovido pelo Município.
A Rota de Arte Rupestre traçada entre Arganil, Góis, Pampilhosa da Serra e Fundão, assume na Pampilhosa da Serra uma expressão significativa pelo estudo existente e pelas possibilidades de implementação de um turismo cultural de qualidade, voltado para a consolidação do binómio património-natureza.
Com a Carta Arqueológica e com a continuação do trabalho no terreno, estão criadas as condições necessárias para partirmos à descoberta de verdadeiros “tesouros” que povoam estas magníficas paisagens. 
Ainda a nível de património, estão presentes, a
qui e além, numa povoação, na encosta de um monte ou no fundo de um vale, igrejas ou pequenas capelas. Pode dizer-se que não há lugar no Concelho que não tenha o seu templo. Aliada à devoção dos crentes anda o sentido da festa: honrar o Santo Patrono. Quando chega o Verão, chegam as procissões e os arraiais. O religioso alia-se ao profano e não há aldeia que não tenha a sua quermesse e o seu bailarico. As celebrações Pascais e a Festa da Padroeira Senhora do Pranto, celebrada a 15 de agosto, são as duas importantes manifestações religiosas da vila de Pampilhosa da Serra.

 

 

Fonte: Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra

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