Penacova

Penacova conta com uma história milenar, e também ela conta com figuras imponentes que pela sua atividade profissional, o seu carisma, o seu estatuto, deixaram obra ou se tornaram personalidades distintas no concelho. Pelo seu vasto património ou paisagens inspiradoras, Penacova atraiu sempre figuras ímpares para o seu território. Viu também crescer personalidades que extravasaram as fronteiras do concelho pela sua arte ou talento. São assim, em ambos os casos, “Gente com História” que merece ser recordada.
No concelho, muitos são os artesãos, grupos etnográficos e associações locais que mantém acesas as artes e tradições mais antigas, nomeadamente, o fabrico manual de palitos, as descamisadas, a recuperação de barcos para a travessia do Mondego, a construção de réplicas da barca serrana, ou a reconstrução de azenhas e moinhos.
O espólio que marca a história e as tradições deste concelho são um registo inigualável e insubstituível na preservação da identidade e da memória coletiva de Penacova.

“Eis ahi uma das povoações mais antigas de Portugal, senão que a península; dil-o o seu proprio nome, derivado do ‘Pen’ cantabrico, que soa como ‘rapes’ ou ‘mons praeruptus’ no latim; ‘pena’ no hespanhol e no portuguez como ‘penha’ ou ‘monte escarpado’; pois que n’estes taes edificavam os primeiros habitadores de Hespanha suas povoações acastelladas.”

( Barbosa , in Secco 1853:110) 

 O topónimo "Penacova" deriva da aglutinação dos elementos "Pen" - vocábulo cantábrico que originou a palavra portuguesa penha (monte, rochedo) - e "Cova", que deriva do facto da eminência rochosa se erguer de um vale profundo. A explicação popular atribui o nome da vila à existência de muitos corvos na Penha dos Corvos evocando para justificação os dois corvos que figuram no brasão de armas da vila.

O lugar de "Penna Cova" tem origem anterior à fundação da nacionalidade, desconhecendo-se a data da sua fundação. Existem dúvidas se será fruto da reconquista de D. Afonso III das Astúrias, no fim do século XI, ou se terá origem na vila rústica de "Vila Cova", hoje Granja do Rio.
A referência mais antiga reporta-se a uma notícia indirecta: a da villa-herdade de Villa Cova, apresurada pelos “servos” de Diogo Fernandes a um Idris (muçulmano). A posse desta villa da área de Penacova (que teria cerca de 350 hectares) foi, em 911, reconhecida a Diogo Fernandes pelo rei Ordonho II das Astúrias.
Num caso que merece especial referência, a villa-herdade de Villa Cova foi delimitada, em 936, pelo conde Ximeno Dias, a pedido dos homines de Alkinitia e dos homines de uma outra villa-aldeia de Villa Cova. Supomos que estas villas-aldeias de Alkinitia e Villa Cova eram aldeias de pequenos proprietários alodiais (proprietários com plenas posses sobre as suas herdades) com uma organização que poderemos chamar pré-concelhia.

A quando do povoamento, na região de Coimbra, poderá não ter havido, no período de 987 a 1064 (data da reconquista definitiva de Coimbra por Fernando Magno), maior crescimento do que aquele que naturalmente derivou da população existente: não terá havido imigração de Cristãos nem talvez, por outro lado, grande afluxo de Muçulmanos. O certo é que só duas aldeias aparecem, pela primeira vez, na documentação: Ourentã (em 1017) e Penacova (1036).
Em 1105 são relatadas contendas entre os homens do Mosteiro de Lorvão e os moradores do castelo, que seriam harmonizadas pelo Conde D. Henrique (já Condado Portucale).
Em 1192, foi-lhe atribuído Foral por D. Sancho I, que viria a ser confirmado, a 06 de Novembro de 1217, por Afonso II. Em 1513, D. Manuel atribui-lhe Foral Novo.
O senhorio da vila de Penacova foi atribuído por Carta Régia a 1 de Março de 1422 pelo Mestre de Avis, na qualidade de regedor e defensor do reino a Nuno Fernandes de Cordovelos. Começou assim a linhagem dos “senhores de Penacova “ que haveria de passar pelos Ataídes, os condes de Odemira e terminar nos duques de Cadaval.
Em 1605, no reinado de D. Filipe II, foi elevada à categoria de Concelho, pertencendo à correição de Coimbra.

O Concelho de Penacova tem, actualmente, uma área total de cerca de 220km2 e, de acordo com os Censos 2011, uma população de 15 251 habitantes que se divide por 8 freguesias.

A água límpida dos trechos não poluídos do Mondego e do Alva, correndo em curvas caprichosas entre montes escarpados que oferecem, a quem nos visita a tranquilidade e harmonia de uma paisagem única. Ao longo dos rios e na grandiosa Albufeira da Barragem da Aguieira existe um cenário perfeito para a prática da Pesca.
Se o motivo da visita é desfrutar a natureza e relaxar, poderão fazê-lo num dos muitos espaços de lazer que os leitos do Alva e do Mondego proporcionam, destacando-se naturalmente, na margem esquerda do Mondego, em frente à vila de Penacova, a Praia Fluvial do Reconquinho, galardoada a partir de 2013, com a Bandeira Azul, dispõe de Bar, Apoios de Praia, Fluvioteca e Animação garantida ao longo de toda a época balnear.
Existe em Penacova uma oferta diversificada e ímpar para atividades ao ar livre devido à geografia do seu terreno. Assim deste modo, tem a possibilidade de descer o Mondego em Kayak, percorrer a pé os caminhos da serra do Buçaco, descer as encostas de Lorvão em bicicleta, escalar o Penedo de Castro ou a Livraria do Mondego, esperar que o peixe pique no açude do Vimieiro ou na pista de pesca de Vila Nova, descansar sob eucaliptos centenários nas Ermidas de São Paio do Mondego e sentir o perfume das Glicínias na Pérgola.
Para a conhecer é preciso chegar e perder-se entre vales, respirar o ar puro da serra e do rio, deixar o verde da paisagem invadir os nossos sentidos. É assim Penacova, terra de rios e ribeiras, miradouros e penedos, de moinhos e azenhas, de vento e água.
No centro da Vila o destaque vai para a Pérgola Raúl Lino, da autoria do arquiteto com mesmo nome. Palco de inúmeros eventos ao longo do ano, a esplanada da Pérgola convida a sentar e a apreciar da varanda, sob as velhas cepas das glicínias, a paisagem que é soberba.
Poderá encontrar também bem perto, no Largo Alberto Leitão, o busto, da autoria de Cabral Antunes, de António José de Almeida, 6º presidente da República Portuguesa, natural de Vale da Vinha, São Pedro de Alva. Próximo dali, a Igreja Matriz, dedicada à Senhora Assunção, convida a que se percorra a calçada, se observe os rostos daqueles com que nos cruzamos e se descubra o pitoresco das fachadas ou o antigo pelourinho hoje transformado em cruzeiro.
Na proa da vila, o “cabeço do castelo”, deslumbremo-nos com o Mirante Emydio da Silva. Daqui a vista é soberba, e o esplendor do vale inunda os ângulos da nossa visão.
Ali bem próximo, dispostos quase verticalmente, como livros numa estante, os quartzíticos silúricos formam o mais importante Monumento Natural do Concelho, a Livraria do Mondego.
Em Lorvão, vila do concelho de Penacova, ergue-se o Mosteiro de Lorvão. Este está entre os mais antigos da Europa, já que a sua fundação remonta a meados do século sexto, de acordo com as memórias relatadas pelos cronistas monásticos, e é desde 1910 designado de Monumento Nacional.
É também no concelho de Penacova que se localiza um dos mais importantes conjuntos molinológicos nacionais. Distribuídos por todo o concelho, moinhos de vento, rodas e azenhas fazem jus às palavras de Nemésio que, David Mourão Ferreira, aqui mesmo, em Penacova, apelidou de incansável moleiro das palavras. Na Portela de Oliveira, o Museu do Moinho homenageia Vitorino Nemésio, que lhe dá o nome, e permite que quem o visite observe um magnífico espólio dedicado a esta arte ancestral.
Por estes motivos e por todos os que com certeza descobrirão, convidamo-los a porem-se a caminho e a partir à aventura. Descobrir Penacova é, sem dúvida, saber onde a Natureza vive.
Penacova é um local propício para passeios encantadores. A geografia do terreno permite que se realizem diversas atividades ligados ao Turismo e Desporto de Natureza.
Em todo a vasta área do concelho, existem circuitos pedestres, trilhos de Trail Runinng e BTT, todos devidamente homologados e sinalizados, que permitem descobrir vários recantos naturais, sejam eles em espaços urbanos ou rurais. Poderá ainda, percorrer e descobrir “in loco” o palco da Batalha do Buçaco.
Os caminhos em Penacova oferecem uma paisagem arrebatadora e cenários idílicos, capazes de fazer apaixonar qualquer amante da Natureza.
O concelho de Penacova estende-se por 220km2 servidos por importantes vias rodoviárias, o IP3 e o IC6, encontrando-se a cerca de 20km da A1 e da A14.
A partir de Coimbra, via IC2 e IP3, saia no Nó de Penacova.
Em alternativa, desloque-se no sentido da Estrada da Beira (N17) e tome a N110, até Penacova, aproveite para apreciar a paisagem acompanhando o serpentear das águas do Mondego.
A partir de Lisboa ou Porto, via A1 ou N1, siga pela IP3 e saia no Nó de Penacova.
A partir de Espanha, via Vilar Formoso, siga no A25 até Mangualde, depois pelo IC12 até Santa Comba Dão e pelo IP3 até Penacova.

atividade económica no concelho de Penacova e o seu tecido empresarial é, predominantemente, caracterizado pelos sectores tradicionais da atividade económica nacional - 75% do emprego e do volume de negócios das empresas penacovenses concentram-se nas áreas de comércio por grosso e a retalho, construção, indústrias transformadoras e transportes e armazenagem.

No sector primário, agricultura é praticada em pequenas explorações familiares e a tempo parcial, sendo no entanto uma fonte de rendimento importante.

Os solos delgados não são de grande fertilidade devido à sua acidez, excetuando as ínsuas do rio Mondego e Alva. Cerca de 70% do concelho é constituído por zona florestal, os restantes solos produzem alguns cereais, batatas, milho, legumes e fruta.

As culturas da vinha e da oliveira têm também algum significado económico. A pecuária, em termos de produção caseira, assume algum significado sobretudo para o mercado local, para além de constituir uma fonte de rendimento adicional para o agregado familiar agrícola.

Por outro lado, têm-se registado um aumento do interesse dos jovens em novas técnicas e culturas da agricultura portuguesa, como a área dos frutos vermelhos, o kiwi, o mel e a produção de cogumelos. Prevê-se a instalação de vários jovens agricultores no concelho nestas referidas áreas de produção.

silvicultura é porém a maior fonte de riqueza do concelho. A floresta é uma fonte de matéria-prima para diferentes atividades industriais sendo também um recurso económico da família.

Predominam espécies como pinheiro bravo, eucalipto e a acácia.

Dada a predominância da floresta, existem no concelho unidades industriais ligadas à exploração de madeiras, nomeadamente serrações, carpintarias, fábrica de móveis e fábrica de colmeias.

apicultura é uma atividade económica com alguma expressão em algumas zonas do concelho, funcionando como um complemento económico ao agregado familiar. Realiza-se todos os anos, na época de São Martinho, a Feira do Mel e do Campo, em que entre outros, os produtores de mel de Penacova são convidados a mostrar o seu produto.

No sector secundário predominam as pequenas empresas da construção e obras públicas, que correspondem à atividade económica que mais pessoas emprega no concelho, e de salientar também as empresas de indústria transformadora. Existe ainda o artesanato e outras atividades tradicionais.

Também com relevo económico e até histórico, na zona do alto concelho existe uma cerâmica, das mais antigas do país, a Cerâmica Estrela de Alva (www.estreladalva.com) sendo um importante polo empregador daquela zona.

De salientar também a unidade industrial de engarrafamento de água mineral natural "Caldas de Penacova". É um importante centro de emprego no concelho, dando preferência à mão-de-obra jovem. Trata-se de um investimento localizado junto à vila de Penacova, e que promove através do seu produto, o nome deste concelho no país e no estrangeiro sendo uma das maiores empresas exportadoras do sector, e a empresa nacional que mais água vende (em litros).

Em Lorvão está localizada uma atividade económica importante - o fabrico dos palitos. Existe um conjunto de pequenas empresas que fabricam, embalam e comercializam este produto para todo o país.

Tem-se registado um aumento da atividade no setor da metalomecânica, que em Penacova se concretiza com o investimento avultado da empresa "JTSL" no Parque Empresarial da Alagoa. Esta empresa será em breve a maior empregadora do concelho, com um índice elevado de exportações face ao seu volume total de negócios anual.

sector terciário caracteriza-se essencialmente pelo comércio e pelos serviços, dos quais se destacam o Comércio por Grosso e a Retalho, e os Transportes e Armazenagem. A Câmara é um importante empregador neste sector, bem como, os serviços existentes no Concelho de Penacova, e os serviços existentes na cidade de Coimbra, dada a proximidade com Penacova.

Ao nível do comércio, esta atividade é relevante pelo número de estabelecimentos que estimulam a criação de emprego por conta própria. O comércio no concelho, nomeadamente nas vilas de Penacova, Lorvão e S. Pedro de Alva têm tido uma evolução crescente, quer no aumento do número de estabelecimentos quer na qualidade dos produtos oferecidos. É pois um comércio com capacidade de resposta para as solicitações dos munícipes e daqueles que visitam o concelho. Ao nível de estabelecimentos, estão representados todos os sectores de comércio por grosso e a retalho.
No conjunto das atividades económicas, destacam-se tanto em número de empresas como em volume total de negócios o setor de Comércio por Grosso e a Retalho, e a nível de emprego o sector da Construção, com especial relevância para o Comércio por Grosso e a Retalho.

Os últimos dados mostram que as empresas sedeadas em Penacova tiveram um volume total de negócios de cerca de 129 milhões de euros e empregam 1.696 pessoas.




Fonte: Câmara Municipal de Penacova

 

 

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