Porto de Mós

Há cerca de 100 mil anos, os antigos leitos do rio Lena acolheram os primeiros povos pré-históricos. Foi no seio das terras férteis deste vale que os diferentes povoados se foram implantando, intensificando a circulação de pessoas e bens, justificando a toponímia deste local, enquanto ponto fundamental na rede viária da região. Porto de Mós, o “porto das mós”, como tradicionalmente se define, denuncia claramente a relação com o cais de embarque, ao mesmo tempo que reforça a capacidade inovadora relacionada com o desenvolvimento de tecnologias rurais da moagem em azenhas e, mais tarde, em moinhos de vento.
Porto de Mós foi pertença dos coutos do Mosteiro de Alcobaça mas, ao longo da época medieval, observa um crescendo de importância. O primeiro foral da vila foi-lhe concedido em 1305, por D. Dinis. Este, foi mais tarde confirmado por D. Manuel I, em 1515. Esta região fez parte da propriedade da Rainha Santa Isabel, como garantia de núpcias. Foram igualmente cedidas à rainha D. Beatriz e, posteriormente, ao seu neto, D. João, filho de D. Pedro e D. Inês de Castro; indissociável da memória colectiva por ser o local de encontro entre D. João I e D. Nuno Álvares Pereira, o Santo Condestável, a quem, em , é doado este condado. Este foi o local escolhido pelas tropas portuguesas na preparação das hostes para a Batalha Real, conhecida por "Batalha de Aljubarrota". 
Actualmente, Porto de Mós é sede do concelho homónimo, com treze freguesias, espalhadas por um território com 264 km2. A mancha demográfica, constituída por cerca de 26.000 habitantes, distribui-se por muitas aldeias e alguns núcleos mais relevantes em termos populacionais, com características urbanas, entre os quais se destacam as vilas de Porto de Mós, Mira de Aire e Juncal. 
A de 100 km de Lisboa, 20 km de Fátima, 25 km da Nazaré e a 20 km da sede do distrito. É limitado a Norte pelo concelho da Batalha, a Sul pelos concelhos de Alcanena, Santarém e Rio Maior, a Nascente pelo concelho de Ourém e a Poente pelo concelho de Alcobaça. As suas fronteiras situam-se a curtíssima distância dos dois principais eixos rodoviários nacionais: a A1, a Nascente, e a A8, a Poente. A comunicação privilegiada entre estas duas importantes vias faz-se, igualmente, através do IC9 que rasga o concelho de Poente a Nascente, tocando os limites da vila. Porto de Mós encontra-se, assim, ligado à principal rede viária nacional possibilitando, de forma fluida e atractiva, a circulação de pessoas e bens. É a própria localização privilegiada do concelho, inserido numa das regiões mais dinâmicas do país, próximo das grandes vias de acesso terrestre, que se constitui como um factor potenciador não só do seu desenvolvimento como, também, do seu relacionamento com o mundo exterior, num contexto de modernidade. 
Porto de Mós beneficia hoje de uma actividade económica diversificada, que as últimas gerações souberam construir. Todos os sectores da economia (primário, secundário e terciário) têm uma expressão significativa, sendo, no entanto, o secundário o suporte principal da economia e pilar de sustentação da vida social e económica dos Portomonenses, dando ênfase à indústria extractiva da pedra e do barro, e na transformação das ditas matérias primas. Mais recentemente, e acrescentando mais valor no caminho da diversificação e inovação tecnológica na indústria concelhia, surgiram em Porto de Mós algumas actividades fabris de grande importância na produção de moldes e de outros produtos derivados dos plásticos, vocacionadas especialmente para a exportação.
O concelho divide-se em duas metades bem distintas em termos de relevo geográfico e, este facto, conficionou decisivamente o tipo de economia que se desenvolveu ao longo dos tempos e que ainda se mantém em cada uma delas.
A norte do concelho, encontramos uma zona de baixo-relevo, quase plana, que se estende desde o sopé das Serras de Aire e dos Candeeiros até aos limites dos concelhos de Alcobaça e da Batalha. Os pinhais, os pomares e a agricultura de rendimento não impediram que a riqueza do subsolo em argilas desse origem ao aparecimento de grandes e florescentes unidades de produção de telha, tijolo e outros produtos cerâmicos. Na parte sul, e sede do concelho, existe a impressionante paisagem serrana das Serras de Aire e dos Candeeiros, sob a qual assentam oito das treze freguesias, em pleno Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. Para além de produtos agrícolas de sequeiro, esta zona serrana é dotada de uma riqueza natural e paisagística incalculável e de um subsolo generoso em termos de variedades de calcário. A extracção da pedra, para venda em bloco ou em calçada, é uma fonte de rendimento importante para as gentes locais e para o concelho. A pedra calcária de Porto de Mós tornou-se um produto de excelência procurado tanto a nível nacional como para as principais praças mundiais da especialidade, sendo a calçada de pedra branca e de pedra preta considerada um produto genuíno e marca da região. 



Fonte: Câmara Municipal de Porto de Mós

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