Soure

Vem de longe a importância deste Concelho, quer no contexto regional, quer mesmo nacional.
Com os dados disponíveis não é possível procurar um marco que assinale o início da ocupação humana neste território. Porém, os vestígios arqueológicos, sobretudo do período neolítico e romano, aliados às condições naturais que desde cedo atraíram a ocupação humana, indicam que este espaço foi ocupado desde tempos imemoriais.
O documento escrito mais antigo que se conhece e se refere a Soure data de 1043 assinalando a doação, ao Convento de Vacariça, de um mosteiro que aqui possuíam os irmãos João, Sisnando, Ordonho e Soleima.
Em Julho de 1111 o Conde D. Henrique e a Rainha D. Teresa concederam foral à vila de Soure. Este importante documento estipulava um conjunto de privilégios fiscais com o objectivo de atrair e fixar as populações.
Na Idade Média, mais concretamente no período da reconquista Cristã, Soure assume um papel de importância estratégica vital. O seu castelo é, até à conquista de Lisboa, uma praça fortificada, incluída na cintura de edificações militares da defesa de Coimbra definitivamente conquistada em 1064, (juntamente com os castelos de Montemor-o-Velho, Penela, Santa Olaia, Germanelo, Miranda do Corvo e Lousã).
Em 1128 D. Teresa doa o Castelo de Soure à Ordem dos Templários, doação que veio a ser confirmada por D. Afonso Henriques em 1129.
Com o decorrer dos tempos, a função militar foi desaparecendo e Soure passou a caracterizar-se, a partir da Idade Média, por uma região marcadamente rural dada a apetência agrícola dos seus terrenos enriquecidos pela água dos rios Anços, Arunca e Pranto.
O Castelo de Soure tinha uma situação estratégica privilegiada, dada a sua posição de ligação entre os castelos e rotas que atravessavam os territórios de Coimbra e Montemor-o-Velho e a sua proximidade com a confluência dos rios Anços e Arunca que lhe servia de fosso natural.
Em 13 de Fevereiro de 1513, el-rei D. Manuel outorgou um novo Foral à vila de Soure, As alterações administrativas, que ao longo dos tempos foram sendo feitas, determinaram que tivesse havido permutas de freguesias entre concelhos adjacentes, sobretudo com o de Montemor-o-Velho e os extintos de Verride e Santo Varão. A partir de finais do século XIX, o concelho de Soure manteve a mesma estrutura administrativa, agrupando as doze freguesias que hoje conhecemos.
Geograficamente o Concelho de Soure apresenta duas zonas com características bem diferenciadas:
      - a zona Serrana que integra a sub-região de Sicó é constituída pelas Freguesias de Tapéus, Degracias e Pombalinho. A produção de queiji de qualidade continua a ser uma das actividades características. De referir também, o funcionamento de unidades de extracção de calcário e uma unidade industrial de torrefacção de frutos secos.
      - o resto do concelho, mais plano, dominado pelas bacias de aluvião dos rios Anços, Arunca e Pranto, com maior riqueza de solo e uma maior proximidade dos principais eixos de comunicação da região e do país, naturalmente, tem apresentado um maior índice de desenvolvimento, assente num quadro diversificadi de  actividades no plano sectorial.
O Concelho de Soure é rico em associativismo, designadamente, nos âmbitos, cultural (grupos de folclore, de teatro, filarmónicas, escolas de música e tunas), desportivo e de acção social. A Câmara Municipal de Soure tem vindo a consolidar uma política integrada e diversificada de apoios, sempre com dimensão concelhia, opção assumidamente descentralizadora que se tem revelado como um dos vectores mais relevantes na realização efectiva de um investimento público intenso, espacial e funcionalmente equilibrado, estratégia considerada como única e mesmo imperativa, quando o que está em causa é que se continue a fazer de Soure um Concelho cada vez mais atractivo, onde todos se possam sentir cada vez melhor. 
A nível de Monumentos e Edifícios com valor Histórico, salientam-se a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Graça, a Capela de Nossa Senhora do Pranto, os Fornos de Cal, a Quinta do Seminário , o Castelo de Soure bem como uma série de outras construções, umas particulares, outras religiosas, em diversos estados de conservação, dispersos pelo concelho. 
As festas e romarias têm, também, um lugar de destaque neste município, existindo destaques para a Festa do Espírito Santo (Pedrógão do Prato, em Maio), Festa de S. João (Formigal, Junho), Festa de S. Jorge (Porto Godinho, Agosto), Festa de Santo Amaro (Formigal, Agosto), Festa de Nossa Senhora da Graça (Queitide, Agosto) e Festa do Sagrado Coração de Jesus (Vinha da Rainha, Oututbro)



Fonte: Câmara Municipal de Soure


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