Viseu

Com perto de 50 mil habitantes e sede de um concelho com perto de 100 mil, Viseu apresenta uma dinâmica demográfica muito positiva, com um aumento de cerca de 16 mil habitantes nas últimas duas décadas e uma densidade populacional muito acima dos valores médios do país.

Viseu é uma cidade singular no panorama nacional em termos de capacidade e de atração e radicação de pessoas e atividades, mesmo num contexto de perda e de contração que se verifica no país e, em particular, no Interior.

É no centro da cidade – o seu Centro Histórico – que se encontram muitos dos recursos e oportunidades para o desenvolvimento de Viseu.

É aqui que repousa a sua identidade, o seu caracter único e distintivo, parte significativa do seu património cultural e artístico, e se desenvolvem muitas das atividades e eventos de caracter cultural e artístico. É ainda no coração da cidade que se localiza o potencial de atratividade turística e de criação de novas atividades ligadas à criatividade e inovação.

A Praça da República apresenta-se como o principal núcleo da cidade desde 1886. Conhecida como Rossio, esta praça distingue-se pelas suas valências administrativas e económicas presentes nos edifícios da Câmara Municipal, datado dos finais do século XIX, do Banco de Portugal, de 1930, e da Caixa Geral de Depósitos. No Rossio encontramos ainda uma alegoria ao mundo rural, representada num painel de azulejos datado de 1930 e da autoria de Joaquim Lopes, onde não podemos deixar de observar a emblemática figura da Capucha.

Visitar o Museu de Almeida Moreira é descobrir a alma de uma das mais entusiasmantes personagens do século XX viseense. Fundador e primeiro diretor do Museu de Grão Vasco, Francisco Almeida Moreira manifestou, desde cedo, uma profunda dedicação à arte e ao colecionismo. Este museu, situado na Rua do Soar de Cima e em frente ao Jardim das Mães, conta no seu acervo com um conjunto diversificado de peças, passando pela pintura e escultura da época Moderna.

Horário de funcionamento: Terça: 14h00 – 18h00 | Quarta a Domingo: 10h00 – 13h00/ 14h00 – 18h00 | Encerrado: Segunda-feira, Terça-feira até às 14h00 e feriados: 25 de Dezembro, 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa e 1 de Maio.

No Largo Major Teles, paredes meias com o Museu de Almeida Moreira, encontramos um jardim com tonalidades deslumbrantes oferecidas por uma vegetação única. Ao centro do jardim encontra-se uma escultura de 1940, da autoria de Oliveira Ferreira, dedicada à sua mãe e intitulada “O melhor sono da nossa vida”. José de Oliveira Ferreira foi discípulo de Soares dos Reis, tendo sido esta obra galardoada na XXVII Exposição da Sociedade Nacional de Belas-Artes de 1930, com o 2º lugar.

Com uma vista privilegiada sobre toda a Praça da República, a igreja da Ordem Terceira de S. Francisco apresenta uma elegante escadaria que nos permite aceder a um dos mais belos exemplares da arquitetura religiosa da segunda metade do século XVIII. O seu interior encontra-se repleto de painéis de azulejos que retratam a vida de S. Francisco e de retábulos de feição rococó. Não deixe de admirar um magnífico órgão do século XVIII no coro alto.

Horário de Funcionamento: Diariamente: 7h00 - 19h00.

O parque Aquilino Ribeiro é um espaço convidativo, onde pode respirar ar puro, divertir-se, passear e fazer desporto. É o pulmão da cidade por excelência. Aprecie a explosão de cores, de aromas e da tranquilidade transmitida pelos cursos de água em movimento. Não deixe também de recordar Aquilino Ribeiro, um dos expoentes da literatura nacional, que, desde 1974, dá nome ao Parque. Convidamo-lo ainda a visitar a Capela da Senhora da Vitória, cuja edificação, no século XVII, pretendeu perpetuar a memória da vitória portuguesa nos campos de Aljubarrota.

Horário de Funcionamento: Maio/ Setembro – Diariamente: 8h00 - 23h00 | Outubro/ Abril – Diariamente: 8h00 – 20h00.

No topo da Rua Nunes de Carvalho, personalidade viseense do século XIX, encontramos uma das mais imponentes entradas no burgo medieval de Viseu, a Porta do Soar. Majestosa estrutura do século XV, construída a partir de 1412, corresponde a uma das sete portas da cidade. Um sumptuoso arco de ogiva quebrada, encimado por uma pedra de armas e por São Francisco, santo tutelar da porta, convida-nos a entrar na antiga cidade. A ladear porta podemos ainda observar o que resta da imponente muralha, cuja construção demorou cerca de 70 anos, tendo sido apenas terminada no reinado de Afonso V, adquirindo por isso o nome de muralha Afonsina.

Nas proximidades da Porta do Soar, no Largo Pintor Gata, a devoção a Nossa Senhora dos Remédios foi a principal causa para que o povo viseense edificasse uma pequena capela com características sui generis. De planta octogonal, a sua construção data da primeira metade do século XVIII e foi patrocinada pelas esmolas do povo, como nos lembra a inscrição sobre a porta principal. O seu interior encontra-se decorado com painéis de azulejos e retábulos de talha dourada que refletem a religiosidade das gentes de Viseu.

Horário de Funcionamento: Diariamente: 10h00 - 19h00.



Num dos pontos mais altos da cidade e a coroar uma das uma das mais belas praças do nosso país, encontramos a Catedral de Santa Maria de Viseu. Edificada nos inícios do século XII, associada a um paço condal e a um castelo, a Sé de Viseu sofreu, entre os séculos XIII e XVII, inúmeras transformações. No seu interior podemos observar o primeiro claustro renascentista de Portugal e uma magnifica “abóbada de nós” do século XVI, bem como o braço relicário de São Teotónio, primeiro santo português. No piso superior, na antiga Sala Capitular, encontramos o Museu dedicado ao Tesouro da Sé, cujo acervo retrata os mais de 900 anos da catedral e o Passeio dos Cónegos, uma loggia que oferece uma das mais belas vistas da cidade.
Horário de Funcionamento: Catedral: Segunda a Sábado: 9h00/12h00 - 14h00/18h00 | Domingo: 9h30/12h00 - 14h00/18h00. Tesouro – Museu da Catedral de Viseu: Diariamente: 9h00/12h00 – 14h00/17h00. Encerrado: Segunda-feira; Sábado de manhã; Dias Santos de manhã.

Junto à Sé de Viseu, no antigo seminário seiscentista, foi fundado, em 1916, o Museu Nacional Grão Vasco, numa alegoria ao mestre da pintura portuguesa do século XVI que viveu e morreu na cidade de Viseu. Aqui podem ser observadas algumas das obras-primas da pintura renascentista portuguesa, como o retábulo da Catedral de Santa Maria de Viseu ou a pintura de São Pedro, da autoria de Vasco Fernandes ou Grão Vasco. A coleção do museu conta, igualmente, com um significativo conjunto de peças representativas da arte e da pintura portuguesa, algumas delas classificadas como “Tesouro Nacional”.

Horário de Funcionamento: Terça: 14h00 – 18h00 | Quarta a Domingo: 10h00 – 18h00 - Última entrada até às 17h30 Encerrado: Segunda-feira; 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa; 21 de Setembro; 24 e 25 de Dezembro.

A coroar o Adro da Sé surge-nos a imponente igreja da Misericórdia. Edificada no século XVI, sob a orientação de D. Jorge de Ataíde bispo de Viseu, foi requalificada no século XVIII adquirindo então a feição e a majestosidade barroca que ainda hoje mantém. No seu interior pode descobrir um magnifico órgão de tubos da segunda metade do século XVIII e uma tela pintada a óleo da autoria de “Pintor Gata”, artista viseense do século XIX, representando Nossa Senhora da Misericórdia. Este edifício alberga, ainda, um núcleo museológico com um acervo composto por mais de uma centena de objetos que dá a conhecer a história e as figuras que ao longo de séculos deram corpo a uma das instituições mais antiga do país.

Horário de funcionamento: Igreja da Misericórdia: Diariamente: 9h30/12h300 – 14h00/17h30 | Museu da Misericórdia: Outubro/Abril – Terça a Domingo: 10hh00 - 12h30 | 14h00/17h30 | Abril/Setembro: horário alargado divulgado com antecedência em função das iniciativas e atividades culturais | Encerrado: Segunda-feira; 1 de Janeiro; Domingo de Páscoa; 1 de Maio; 25 de Dezembro.

No Largo António José Pereira encontra-se o único vestígio da arquitetura civil do período Renascentista da cidade de Viseu. Desenhada e edificada no séc. XVI, por Francesco de Cremona, arquiteto italiano e responsável pela construção do claustro renascentista da Catedral de Santa Maria de Viseu, confere ao largo onde se situa uma harmonia estética inconfundível. Atravessando um portal ladeado por pilastras jónicas pode ainda conhecer umas das mais curiosas coleções arqueológicas: a Coleção Arqueológica Dr. José Coelho. A exposição “Dr. José Coelho, a paixão pelo Passado” revela-nos o espírito de José Coelho, ilustre personalidade viseense dos inícios e meados do séc. XX, dando-nos a conhecer os vestígios arqueológicos mais antigos da cidade e do concelho de Viseu. Aproveite ainda para deambular pelos jardins da Casa do Miradouro e ver os imponentes marcos miliários de época romana ou observar as janelas manuelinas do Largo António José Pereira.

Horário de funcionamento: Terça: 14h00 – 18h00 | Quarta a Sexta: 10h00 – 13h00/ 14h00 – 18h00 | Encerrado: Aos fins-de-semanada; Segunda-feira, Terça-feira até às 14h00 e feriados: 25 de Dezembro, 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa e 1 de Maio.



A Praça D. Duarte é, conjuntamente com o Adro da Sé, uma das mais antigas e importantes praças da cidade de Viseu. Baptizada com o nome de D. Duarte, rei português nascido em Viseu em 1391, teve ao longo dos tempos diversas nomenclaturas como: Rossio do Concelho, Largo do Mercado ou Largo de Camões. Tendo como pano de fundo o majestoso Passeio dos Cónegos aproveite para tomar um café nas inúmeras esplanadas que pontuam a praça, admirar a estatua de El-Rei D. Duarte, o Eloquente, ou os frescos da casa de Almeida e Silva pintor e escultor viseense dos inícios do século XX.

Passear pela Rua Augusto Hilário é voltar atrás no tempo e percorrer uma das ruelas do burgo medieval de Viseu. Com 100 metros de extensão, esta rua liga a Praça D. Duarte à Rua Direita e permite descobrir casas sobradas, janelas manuelinas e a casa onde nasceu Augusto Hilário, fadista do século XIX e uma das principais referencias do Fado de Coimbra.

A Rua Direita é a principal artéria comercial da cidade de Viseu. Com cerca de 500m de extensão, era há 2000 anos, no período romano, o principal eixo viário da cidade romana, o Cardus Maximus. Em época medieval era designada como a Rua das Tendas, por ser, tal como hoje, a principal rua comercial do burgo medieval. No século XV vê o seu nome alterado para Rua Direita, pelo facto de ligar diretamente duas das portas da cidade, a extinta porta de São José e a Porta dos Cavaleiros. Ao longo de toda rua são visíveis casas sobradas, casas senhoriais, janelas manuelinas e inúmeras lojas comerciais, fazendo com ainda hoje em dia se conseguia sentir a alma e o espírito do povo que lhe deu vida ao longo de quase dois mil anos de história.



Situada no Largo de Santa Cristina, a igreja barroca da Ordem Terceira do Carmo parece-nos à primeira vista um templo sóbrio dominado apenas pela elegância e verticalidade das torres sineiras. Porém, é no interior da igreja, sagrada em 1738, que encontramos um verdadeiro manifesto à arte barroca: um magnífico tecto em perspectiva que aliado à talha dourada dos retábulos e dos painéis que revestem as paredes do templo, contribuem para que esta igreja seja classificada como uma obra de arte total.
Horário de funcionamento: Diariamente: 9h00-12h00 | 14h00-19h00

Na Rua Formosa encontramos um dos mais emblemáticos vestígios da presença romana na cidade de Viseu. Sob um vidro que desperta a curiosidade de quem passa, é possível descobrir um fragmento daquilo que seria uma imponente muralha edificada por volta do ano de 360. A muralha romana que circundava a cidade contava com pelo menos 4 portas e apresentava 4m de largura e 9m de altura e uma série de torreões semicirculares. A fortificação foi construída num momento em que a cidade, importante capital civitas durante a época romana, começou a sentir a pressão das invasões bárbaras provenientes do centro da Europa.


A Rua Formosa é a mais nobre via da cidade de Viseu. Antiga Rua Dª Maria Pia, no séc. XIX, veio dar à cidade uma feição mais moderna, comercial e cosmopolita. Passeie ao longo desta e aproveite para  comer um Viriato numa das esplanadas do antigo Mercado 2 de Maio, espaço do século XIX, que, até 1993, era o local por excelência do comércio viseense.

 

Na Rua dos Andrades foi construído um dos mais belos exemplares da arquitetura solarenga de Viseu. Apenso ao imóvel encontra-se uma capela dedicada a Santo António, sagrada em 1751 como nos demonstra a epígrafe no portal da capela. No seu interior pode apreciar o esplendor do Barroco, caracterizado por pinturas em perspectiva, painéis de azulejos e vibrantes talhas douradas.

 

O site Viver no Centro de Portugal utiliza cookies. Ao navegar está a concordar com a sua utilização. Saiba mais sobre o uso de cookies. Aceito
Encontre aqui o que procura